A Petrobras anunciou, no final de março, um grande investimento em créditos de carbono. A estatal vai promover o reflorestamento de uma imensa área degradada na Amazônia.
A atividade vai gerar à Petrobras créditos de carbono. Na prática, a estatal vai compensar as emissões de gases de efeito estufa (GEE).
O investimento é estratégico. No futuro, a Petrobras pode até lucrar por preservar o meio ambiente.
Petrobras investe no Mercado de Carbono
As grandes empresas passaram a olhar para o Mercado de Carbono desde a regulamentação, no final de 2024.
No caso da Petrobras, a iniciativa de reflorestamento e geração de créditos de carbono se chama ProFloresta+.
A estatal assinou um protocolo de intenções com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O BNDES vai financiar projetos de reflorestamento. A restauração da Amazônia vai gerar créditos de carbono, que serão comprados pela Petrobras.
A iniciativa visa gerar créditos de carbono a partir da restauração de até 50 mil hectares de áreas degradadas na Amazônia.
O projeto prevê a captura de cerca de 15 milhões de toneladas de carbono. É equivalente ao emitido anualmente por mais de 8 milhões de carros movidos a gasolina.
Benefícios para a Petrobras ao comprar créditos de carbono
Os benefícios vão depender de como a Petrobras vai utilizar os créditos de carbono adquiridos. Há algumas alternativas. Porém, uma coisa é fato:
A Petrobras está de olho no Mercado de Carbono, cuja tendência é crescer cada vez mais a partir da regulamentação.
A Petrobras pode…
- Compensar as próprias emissões de GEE ao longo dos anos;
- Vender os créditos no futuro com maior preço;
- Flexibilizar o limite futuro de emissões.
Caso o terceiro item seja o interesse da Petrobras, é uma ótima estratégia. Em meio à regulamentação do Mercado de Carbono, no futuro será instituído um limite de emissões por empresa.
Tudo que passar desse limite deverá ser compensado, seja por meio da compra de créditos de carbono ou de limites adicionais.
O acordo com o BNDES gera à Petrobras um grande investimento a longo prazo. Os projetos reflorestam a Amazônia, e a estatal compra os créditos gerados com a restauração.
Além da Petrobras: como pequenas empresas podem investir em créditos de carbono
As empresas de menor porte também devem ficar atentas às novas diretrizes com a regulamentação do Mercado de Carbono.
Elas podem realizar investimentos, seguindo o rumo da Petrobras, ou começar pelo inventário de carbono, que é um ótimo primeiro passo.
As mudanças no Mercado de Carbono com a regulamentação exigem profissionais capacitados para auxiliar as empresas.
A Planisolo - Estratégia e Ativos de Carbono cumpre todas as etapas ao auxiliar as empresas nos investimentos e compensações relacionadas ao mercado.
Opções acessíveis para empresas menores
- Investir no Mercado de Carbono por meio da aquisição e manejo sustentável de reservas naturais;
- Realizar o inventário de emissões de gases de efeito estufa (primeiro passo crucial);
- Promover projetos que gerem créditos de carbono.
Sobre o item 3, a promoção de projetos que gerem créditos de carbono não se limitam ao reflorestamento de áreas degradadas, como optou a Petrobras.
O uso de alternativas eficientes em processos industriais, por exemplo, podem gerar créditos de carbono.
Quer saber como sua empresa pode se preparar para o Mercado de Carbono? Fale com a Planisolo - Estratégia e Ativos de Carbono e descubra o melhor caminho.