Mudas nativas foram plantadas no Parque Estadual do Rio Vermelho, em Florianópolis, em ação de recuperação da Mata Atlântica. O plantio ocorreu no sábado, 13. As plantas foram doadas pela empresa de tecnologia Zoocha. A Planisolo - Estratégia e Ativos de Carbono realizou o plantio junto com o Instituto Save Planet.
A Zoocha vai adquirir créditos de carbono para compensar as emissões de gases de efeito estufa do DrupalCamp Brasil, evento realizado pela empresa em Florianópolis em novembro. A Zoocha também decidiu promover uma ação sustentável, por isso doou as mudas.
A Planisolo atuou em todo o processo de levantamento das emissões do DrupalCamp para posterior compensação. A ação de plantio não tem como objetivo realizar a compensação das emissões, que ocorre por meio dos créditos de carbono, mas contribui para a promoção da conscientização ambiental e para o fortalecimento de práticas sustentáveis.
O plantio foi realizado por voluntários do Instituto Save Planet. Os diretores da Planisolo, Paloma Bassani e Thiago Facchini, acompanharam a ação. A ONG atua na recuperação da Mata Atlântica no norte da ilha de Florianópolis, em área tomada pelo Pinus elliottii.
“Precisamos entender que a ação não tem como finalidade compensar as emissões de CO₂ do evento. Esse papel é exercido pelos créditos de carbono. O intuito real é promover uma ação de conscientização, com participação da comunidade, de crianças. É um ato de proteção ambiental”, valoriza Paloma.
Combate às espécies invasoras
Michele Montenegro, diretora-presidente do Instituto Save Planet, comenta os desafios para recuperar a Mata Atlântica na região do Parque Estadual do Rio Vermelho. Hoje, o local está tomado por espécies exóticas invasoras, que resultam na perda da biodiversidade nativa.
“O objetivo é conter o avanço dos pinheiros para proteger os morros da região norte. O Morro das Aranhas tem uma vegetação linda. Além disso, estamos sobre o aquífero Ingleses-Rio Vermelho; o pinus absorve muita água, e isso estressa o aquífero. Nestes 13 anos de atuação, observamos que a vegetação vem respondendo às ações”, conta.
Na prática, a ONG remove os pinheiros, espécie exótica danosa ao ecossistema local, e realiza o plantio de mudas nativas. Os troncos dos pinheiros removidos são colocados sob o solo, e servem como adubo para as novas plantas, conforme se decompõem.